quarta-feira, 10 de outubro de 2007
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
sábado, 6 de outubro de 2007
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Simulacro
A princípio, tinha 6 anos, enquanto tentava reproduzir objetos, cenas do meu dia, fotos de folhinhas... sentia uma frustração constante. Nunca ficava igual!... Tinha um impulso desafio q não me deixava desistir. Depois ganhei uma caneta Oxford do tio Nereu e aprendi com ele o bico de pena! Mais um passo, comecei a desenhar bem melhor, novos aprendizados, desafios, técnicas, livros, livros, livros...e sempre aquele fio de insatisfação. Isso nunca saiu! Já pintei coisas de que gostei muito, esculturas, objetos, jóias e bijouterias, cenários, cartazes, livros: satisfação momentânea, efêmera. Será q era isso que o Hassis dizia "tenho a sorte de nunca achar o q procurava"...
Ontem acabei uma série de pequenos quadros com colagens de tecido, uma cambraia muito fina, fiz umas camadas de preto, azul puro, só pigmento e resina acrílica, pinceladas soltas, mais médium que pigmento. Sem carga, depois intervenções em quase branco, sobre o quase preto. Respingos, luzes com pincel seco, mais camadas, veladuras aguadas com quase branco.
Ontem me senti em paz, quase branco sobre quase preto, quase... quase me perdi e quase me achei. Mas a sensação do buraco, do vazio ta aqui dentro de novo. Ontem foi ontem, o Julio veio almoçar aqui, fizemos uma massa à bolonhesa, manjericão, tomates, comi muito. Hoje tenho que comer de novo. Me incomoda essa insatisfação, mas entendo numa analogia com o alimento, com as atitudes e procedimentos que dão suporte à vida. Pintar, materializar processos internos é tão vital, no sentido de saúde mental, quanto comer, beber. Essa necessidade, vi ontem, de exteriorizar o interno muda de acordo com a resolução e encaminhamentos dados pros processos. A pintura foi se definindo à medida em que novas informações chegavam. Me senti bem enquanto desenhava com os respingos. Mas hoje preciso comer de novo, fazer sexo, escovar os dentes, e pintar, ou escrever, ou fazer uma poesia. To inspirado, muito. Ontem também, hoje de novo, tenho que cuidar da casa, a Carol vem dormir aqui, to decidindo... simulacros, ou isso é que importa... espírito e alma, espírito e obra, não sou historiador nem critico de mim mesmo. Se fosse essa historia teria 2 paragrafos... e eu nao seria tão feliz
escrito em 12 fev 2007
A princípio, tinha 6 anos, enquanto tentava reproduzir objetos, cenas do meu dia, fotos de folhinhas... sentia uma frustração constante. Nunca ficava igual!... Tinha um impulso desafio q não me deixava desistir. Depois ganhei uma caneta Oxford do tio Nereu e aprendi com ele o bico de pena! Mais um passo, comecei a desenhar bem melhor, novos aprendizados, desafios, técnicas, livros, livros, livros...e sempre aquele fio de insatisfação. Isso nunca saiu! Já pintei coisas de que gostei muito, esculturas, objetos, jóias e bijouterias, cenários, cartazes, livros: satisfação momentânea, efêmera. Será q era isso que o Hassis dizia "tenho a sorte de nunca achar o q procurava"...
Ontem acabei uma série de pequenos quadros com colagens de tecido, uma cambraia muito fina, fiz umas camadas de preto, azul puro, só pigmento e resina acrílica, pinceladas soltas, mais médium que pigmento. Sem carga, depois intervenções em quase branco, sobre o quase preto. Respingos, luzes com pincel seco, mais camadas, veladuras aguadas com quase branco.
Ontem me senti em paz, quase branco sobre quase preto, quase... quase me perdi e quase me achei. Mas a sensação do buraco, do vazio ta aqui dentro de novo. Ontem foi ontem, o Julio veio almoçar aqui, fizemos uma massa à bolonhesa, manjericão, tomates, comi muito. Hoje tenho que comer de novo. Me incomoda essa insatisfação, mas entendo numa analogia com o alimento, com as atitudes e procedimentos que dão suporte à vida. Pintar, materializar processos internos é tão vital, no sentido de saúde mental, quanto comer, beber. Essa necessidade, vi ontem, de exteriorizar o interno muda de acordo com a resolução e encaminhamentos dados pros processos. A pintura foi se definindo à medida em que novas informações chegavam. Me senti bem enquanto desenhava com os respingos. Mas hoje preciso comer de novo, fazer sexo, escovar os dentes, e pintar, ou escrever, ou fazer uma poesia. To inspirado, muito. Ontem também, hoje de novo, tenho que cuidar da casa, a Carol vem dormir aqui, to decidindo... simulacros, ou isso é que importa... espírito e alma, espírito e obra, não sou historiador nem critico de mim mesmo. Se fosse essa historia teria 2 paragrafos... e eu nao seria tão feliz
escrito em 12 fev 2007
terça-feira, 18 de setembro de 2007
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
A exposição, “ESTÍMULOS”, aconteceu em 2004 no Café Matisse. Depois de passar por escultura, ilustração, animação, vídeo, cinema, cenografia e artes gráficas, expus a série "Beijos", após um período de dois anos afastado da pintura. Em atividade desde a década de 70, sempre estive envolvido com arte e cultura na Ilha e pausas ou afastamentos, por outro lado, dão seqüência a criações em outro campo, ou em mais de um ao mesmo tempo. Tanto os cenários para projeções de vídeos quanto as pinturas feitas logo após as esculturas podem ser uma amostra desse feed back entre as diversas formas de expressão. Foi um marco na minha vida voltar à figura com os "beijos", mesmo que as imagens pintadas sejam abstratas. Elas são fotogramas de vídeos de beijos. Claro, depois de horas de tratamentos e reenquadramentos, acho que só eu vejo ainda o frame que deu origem ao quadro...
Pintura...
Agora sim, apesar de todas as resistências, um lugar pra divulgar coisas que em geral ficam guardadas. Na verdade pouco importa se isso vai sair ou não, a gente não faz isso pra ir a público. Apenas tem que ser feito, é importante que seja feito. Se vai ser visto ou não é outra etapa mas não faz parte do processo fazedura. É outro momento. Outra etapa porque são etapas da vida, barreiras derrubadas (q se levantam muito rápido de novo).
Tá aí...
Agora sim, apesar de todas as resistências, um lugar pra divulgar coisas que em geral ficam guardadas. Na verdade pouco importa se isso vai sair ou não, a gente não faz isso pra ir a público. Apenas tem que ser feito, é importante que seja feito. Se vai ser visto ou não é outra etapa mas não faz parte do processo fazedura. É outro momento. Outra etapa porque são etapas da vida, barreiras derrubadas (q se levantam muito rápido de novo).
Tá aí...
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